Aprenda LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais.

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quarta-feira- Aprenda LIBRAS!

I ENELES: Refletindo políticas e práticas

quarta-feira, março 09, 2016

Devido o crescimento no número de instituições de ensino que adotaram o ensino da Escrita de Língua de Sinais (ELS) para estudantes de Libras, a pesquisa e produção de material em ELS, a difusão da Libras no meio da comunidade ouvinte e seu interesse em buscar mais informações a respeito desta Língua. No Brasil, desde 1996, há pesquisas e experiências de ensino de escrita de língua de sinais (representação gráfica dos vocábulos das línguas de sinais) no sistema conhecido como SignWriting, com teses e dissertações publicadas, a apesar da Libras ser reconhecida legalmente (Lei Nº 10.436/02) foi apenas mais tarde que o ensino de sua escrita por meio de disciplina acadêmica foi inserida nos cursos de Letras Libras, a partir de 2006, primeiramente pela UFSC e em seguida nas demais universidades, bem como disciplina curricular nas escolas bilíngues e/ou especializadas. Contudo ainda não se fez nenhum encontro no âmbito nacional para discutir o papel da escrita de sinais no ensino da Libras, metodologias, didáticas, trocas de experiências e práticas exitosas que visem garantir e promover o registro escrito das línguas de sinais. justifica-se a realização deste encontro nacional para que se preencha esta lacuna servindo como suporte para educadores de alunos surdos, estudantes da área e profissionais interessados, além de profissionais especializados como tradutores/intérpretes e professores de Libras que necessitam compreender mais sobre a ELS que a cada dia torna-se uma realidade dentro da Comunidade Surda. 

Site: 1ENELELS

http://1eventoels.wix.com/1enelels

domingo- Aprenda LIBRAS!

Sua Majestade, o Intérprete - Comunicação processo dinâmico. #10

domingo, fevereiro 28, 2016


Sua Majestade, o intérprete: O fascinante mundo da tradução simultânea .

"Como a comunicação é processo dinâmico, a situação envolve mais que a mera substituição de meras palavras. A depender das línguas em questão, pode haver alterações estruturais e semânticas a compensar, além de expressões idiomáticas que não encontram correspondente na língua de chegada. Há sempre alguma variação, e o intérprete se vê diante da necessidade não apenas de trasladar palavras, mas adaptar conceitos."
(pag. 45)
Magalhães Junior, Ewandro. Sua Majestade, o intérprete:
O fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial, 2007

sábado- Aprenda LIBRAS!

Implante coclear me devolveu a vida, após 15 anos de surdez severa e profunda

sábado, fevereiro 27, 2016

Quinze anos da vida da gaúcha Paula Pfeifer foram vividos em um silêncio irritante e cansativo. Entre os 16 e os 31 anos, ela passou da surdez severa para a profunda, os dois piores estágios da deficiência auditiva. Nesse período, deixou de falar ao telefone, ficar sozinha em casa e ligar o rádio. Só entendia o que as pessoas falavam porque virou especialista em leitura labial — técnica que começou a desenvolver ainda criança, quando os primeiros sinais do problema apareceram. Mesmo assim, isso não a ajudava em conversas de grupo, quando é impossível prestar atenção em todas as bocas. Única deficiente auditiva da família, ela se acostumou a condicionar a vida à ausência do som. Na hora de escolher uma faculdade, por exemplo, optou por Ciências Sociais porque não precisaria depender da audição. O conceito de decibéis só voltou a fazer sentido para ela quando, três anos atrás, um implante coclear abriu seu ouvido direito para o mundo.

— Ser surda era muito cansativo emocionalmente. Uma frase famosa de uma escritora que é cega e surda, chamada Helen Keller, diz que “a cegueira nos afasta das coisas, mas a surdez nos afasta das pessoas”. É assim que eu me sentia, isolada — lembra ela, hoje aos 34 anos. — Surdez é uma deficiência invisível, por isso pouco se discute sobre ela. Demorou para que algum médico me falasse sobre implante coclear, e isso acontece porque falta muita informação. Digo, sem medo, que renasci no dia em que fiz o implante. Quatro meses depois, eu já estava ouvindo realmente bem e passava horas na janela só escutando os passarinhos cantarem.

As epifanias diárias que o implante — ou “ouvido biônico”, como também é chamado — lhe proporcionaram estão relatadas no recém-lançado “Novas crônicas da surdez”, que ela publica três anos após seu primeiro livro, o “Crônicas da surdez”, um retrato de sua vida entre o silêncio e aparelhos auditivos que pouco ajudavam.

Médico e professor adjunto do Departamento de Otorrinolaringologia e Oftalmologia da UFRJ, Jair de Carvalho e Castro, que escreve a contracapa do livro de Paula, destaca que ainda há um longo caminho a percorrer para pôr fim ao estigma que cerca a deficiência auditiva.

— A população sabe pouco sobre surdez. O nome da deficiência é visto com sentido pejorativo. A batalha, daqui para frente, tem que ser retirar a carga de preconceito associada ao uso de aparelhos auditivos e implantes, outra é baratear os custos — analisa.

‘EU OUÇO COM O CÉREBRO’

Quem tem surdez leve ou moderada costuma viver bem com aparelhos tradicionais, que amplificam o som ao redor e o levam até a cóclea doente. Mas quando a deficiência é grande, a melhor opção tende a ser o implante coclear, que faz, por meio de eletrodos, o que a cóclea não consegue fazer.

— Eu ouço com o cérebro, não com o ouvido — diz Paula.

Nem todas as pessoas podem se beneficiar do implante. E, entre as que podem, nem todas alcançam um bom resultado depois da cirurgia. O procedimento é indicado para os jovens e adultos que já ouviram e, por isso, se comunicam pela fala, como era o caso de Paula. Ou para quem nasceu sem ouvir, mas pode fazer a cirurgia ainda bebê. O ideal é realizar o implante entre os 6 meses de vida e os 2 anos de idade, para aproveitar a alta plasticidade do cérebro. Quem é implantado nesse período da vida tem um desenvolvimento igual ao das outras crianças. Acima dos 4 anos, o resultado passa a ser pobre. E, acima dos 7, ruim.

— Normalmente não se indica o implante para aquela pessoa que nasceu surda, mas já é adulta e se comunica por sinais. Ao colocar o implante, o ouvido dela até vai captar o som, mas ela não vai entender aquela informação porque seu cérebro já perdeu a capacidade de assimilar isso. Então, no fim das contas, ela não vai ser capaz de ouvir e isso vai gerar frustração — explica o médico Arthur Castilho, coordenador do programa de implante coclear do Hospital das Clínicas da Unicamp, um dos 27 centros do SUS que realizam a cirurgia.

VERGONHA DE USAR APARELHOS AINDA É GRANDE

Em seu dia a dia sempre às voltas com o tema, Paula conta já ter visto criança surda tratada pelo pediatra como autista, por interagir pouco com os outros. A falta de médicos, fonoaudiólogos e psicólogos especializados em surdez chama atenção da moça, que hoje é, ironicamente, casada com um otorrinolaringologista.

Dando palestras pelo país, participando de congressos, lançando livros e alimentando um blog sobre o assunto, Paula luta para convencer as pessoas de que o uso de aparelhos e implantes não deve ser motivo de vergonha.

— Quando vejo um aparelho bege, tenho vontade de pisar em cima! — brinca ela. — Não é preciso esconder. Por isso eu só uso aparelho com capa de oncinha, adesivos, brilho. É para ser visto como um acessório lindo, que permite aos surdos uma vida cheia de experiências.

CURIOSIDADES

Não existe "percentual de audição"

É comum ouvir por aí que alguém tem, por exemplo, 30% da audição no ouvido direito e 50% no esquerdo. Só que é simplesmente impossível quantificar isso. O ouvido humano capta faixas de frequência, então uma pessoa pode ouvir bem sons graves, mas quase não escutar sons agudos. Assim, não se pode traçar um percentual para a perda auditiva.

Surdos podem falar

Quando se pensa em deficientes auditivos, a primeira coisa que vem à cabeça é Língua de Sinais. Mas esta é a comunicação apenas dos chamados sinalizados. Além deles, há os oralizados, que são ou aqueles que nasceram escutando e, por isso, aprenderam a falar normalmente, ou aqueles que nasceram sem audição, mas fizeram implante coclear ainda bebês.

Resultado do implante não é imediato

Os pacientes não saem da cirurgia escutando. Entre o dia da realização do implante até a sua ativação pelo médico demora, em média, 30 dias. Depois disso, a adaptação do cérebro aos novos estímulos leva alguns meses.

Implante nos dois ouvidos não era permitido há um ano

Foi só em uma portaria do Ministério da Saúde de dezembro de 2014 que ficou estabelecido que as pessoas têm direito de fazer o implante nos dois ouvidos. Até então, o SUS só cobria uma cirurgia por paciente, que tinha que escolher de que lado queria ouvir.

Teste da orelhinha virou obrigatório em 2010

Assim como o famoso teste do pezinho, o da orelhinha deve ser realizado ainda na maternidade, pouco depois de o bebê nascer. A obrigatoriedade entrou em vigor em 2010, mas até hoje muitas gestantes desconhecem o exame e muitos hospitais não o realizam adequadamente. O teste da orelhinha é o primeiro passo para verificar a audição da criança.

Todo plano de saúde tem que cobrir o implante


Uma decisão da Justiça Federal em 2013 obrigou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a garantir que os planos de saúde privados do Brasil façam o implante coclear. O custo poderia chegar a mais de R$ 50 mil caso o paciente tivesse que pagar por conta própria.

Manutenção e troca de implante não são cobertas

Assim que a pessoa faz a cirurgia, ela recebe o que é chamado de unidade externa do implante — aquela que fica encaixada na orelha. Mas, se o aparelho quebrar ou sumir e a pessoa precisar de outro, terá que arcar com os custos. Os aparelhos mais avançados chegam a valer R$ 30 mil.

Não se pode deduzir gastos do imposto de renda

Quem precisar comprar um aparelho tradicional ou aquele que é parte do implante não poderá ter o valor deduzido do Imposto de Renda. A lei só garante isso para a compra de próteses mecânicas, cadeira de rodas e aparelhos ortopédicos.

Existem implantes com tecnologia de ponta

As versões mais novas permitem que a pessoa configure o aparelho de modo que ela consiga passar ao lado de uma britadeira sem ouvir tanto barulho. Ou que possa falar normalmente ao telefone em meio a um show de rock. Isso só é possível porque o aparelho consegue equalizar os sons, evitando que a pessoa escute decibéis muito altos. Também dá para conectar com computador, TV e celular, para ouvir música sem fone, por exemplo. Por essas e outras, o implante coclear é chamado de “ouvido biônico".

Fonte: Extra

Sua Majestade, o Intérprete - O intérprete a esperar a conclusão. #09

sábado, fevereiro 27, 2016


Sua Majestade, o intérprete: O fascinante mundo da tradução simultânea .

"Numa situação linguística, essas acomodações equivalem a esperar a conclusão de algumas frases, até se ter certeza da intenção pretendida pelo autor. Além de eventuais hesitações do palestrante, é comum, no caso de línguas como o inglês, que adjetivos venham à frente do substantivo, forçando o intérprete a esperar a conclusão de uma série por vezes longa de qualificadores até saber do que se está falando."

(pag. 49)

Magalhães Junior, Ewandro. Sua Majestade, o intérprete:
O fascinante mundo da tradução simultânea. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
 

Surdo baleado por não ouvir tiroteio - BA

sábado, fevereiro 27, 2016



Um jovem de 25 anos morreu após ser baleado durante uma troca de tiros na cidade de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Segundo a Polícia, a vítima, Geraldo Pereira Ferreira, era deficiente auditivo e não teria percebido o momento em que ocorriam os disparos.

De acordo com informações da 22ª Delegacia, que investiga o caso, o tiroteio foi entre integrantes de grupos rivais do bairro Palmares. O caso ocorreu na noite de quarta-feira, mas, até esta a noite desta quinta (25), nenhum suspeito havia sido preso.

Geraldo caminhava pela Rua da Caixa D'Água quando foi atingido. De acordo com a polícia, populares tentaram avisar o jovem que estava ocorrendo a troca de tiros na rua, mas ele não percebeu. Após ser atingido, o rapaz morreu no local.
Fonte: G1

Switched at Birth - uma série surpreendente.

sábado, fevereiro 27, 2016

Switched at Birth (Trocadas ao Nascer) é uma série de televisão produzida pelo canal ABC Family (agora Freeform). A série teve 6 episódios encomendados inicialmente e estreou em 6 de junho de 2011. É uma série que aborda, em profundidade a temática da surdez. No Brasil, a série é exibida todas as segundas, às 22h, no Sony Spin. 

Enredo


A história é sobre duas meninas que foram trocadas na maternidade, separando-se de suas famílias biológicas. Anos depois os pais descobrem o erro do hospital e vão morar juntos em uma casa. A série tem um pouco de drama, comédia e romance. Bay Kennish (Vanessa Marano) é uma artista e luta para ser reconhecida pelos pais de criação; Kathryn Kennish (Lea Thompson) uma dona-de-casa que não gosta de ficar mal falada pelos vizinhos esnobes, e John Kennish (D. W. Moffet) um jogador de beisebol aposentado. Seu irmão de criação, Toby (Lucas Grabeel) é músico. O sucesso na carreira de John é o que o faz ter muito dinheiro, deixando a família Kennish morando na vizinhança rica da cidade. Daphne Vasquez (Katie Leclerc) é surda (devido a meningite, quando criança), e estuda em um colégio especial para surdos, mas ela consegue se comunicar com as pessoas ouvintes desde que tenha contato visual, para que ela possa fazer leitura labial. Ela mora na vizinhança hispânica da cidade com a mãe Regina (Constance Marie), uma cabeleireira orgulhosa que já teve problemas com álcool, e sua avó.Apesar de certas divergências, as famílias vão tentando se acertar e conviver, para que as mães conheçam as filhas biológicas.




A Família Bélier - Um filme emocionante!

sábado, fevereiro 27, 2016

Paula (Louane Emera) é uma adolescente francesa que enfrenta todas as questões comuns de sua idade: o primeiro amor, os problemas na escola, as brigas com os pais... Mas a sua família tem algo diferente: seu pai (François Damiens), sua mãe (Karin Viard) e o irmão são surdos. É Paula quem administra a fazenda familiar, e que traduz a língua de sinais nas conversas com os vizinhos. Ela é uma intérprete indispensável no cotidiano de seus pais, ajudando principalmente no funcionamento da fazenda da família. Um dia, impulsionada por seu professor de música que descobriu seu dom para cantar, ela decide se preparar para o concurso da Rádio France. Uma escolha de estilo de vida que significaria para ela ficar longe da família e a inevitável transição para a vida adulta, podendo integrar uma escola prestigiosa em Paris. Mas como abandonar seus pais e seu irmão?


quarta-feira- Aprenda LIBRAS!

Caso da Professora e do menino surdocego e implantado

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Olhando meus arquivos e anotações, encontrei um comentário de Fernando Capovilla sobre um caso de uma professora que se angustiava pelo seu aluno que era surdocego implantado. Acompanhe a baixo:
Comentando rapidamente uma breve e angustiada pergunta de professora, sobre um menino surdocego de 7 anos e implantado, que parece estar sentindo dores e que tem estado agressivo com seus colegas este ano: "É muito difícil dizer assim a partir de descrição genérica. Agressividade pode ser sinal de desconforto devido à necessidade de ajuste dos parâmetros do implante (a equipe clínica deve ser informada) e/ou a outros fatores como as mudanças no ambiente com muitos colegas (nenhum dos quais usa Libras tátil) a quem ela não entende e com quem não consegue se fazer entender, e a frustração por, diante dessa sobre estimulação algo errática da sala de aula coletiva (com crianças muito diferentes dela), não ter repertório comunicativo para lidar com isso. É possível que ele tenha falta de repertório comunicativo e que esteja reagindo negativamente à continuidade da falta de ambiente apropriado para desenvolver esse repertório. Ele pode estar sentindo falta de atenção às suas manifestações de desconforto e às suas necessidades comunicativas. É essencial que ele aprenda a se comunicar, a fazer-se entender e a entender os demais. Há quanto tempo recebeu o implante? Está em programa intensivo de reabilitação auditiva com fonoaudiólogos? Há quanto tempo tem contato com Libras tátil? (inserção em comunidade sinalizadora)? Qual é o vocabulário em Libras (tanto receptivo por tato quanto o expressivo)? Ele consegue satisfazer suas necessidades comunicativas? Ele precisa de atenção individualizada e intensiva para desenvolver habilidades comunicativas. É preciso investir na relação individualizada no AEE para construir relação pessoal de confiança e cooperação e para, então, construir nele repertório comunicativo. Encontrando meios eficazes de se comunicar, a agressividade diminuirá. Esse repertório comunicativo é condição necessária para iniciar o desenvolvimento de comportamento social adequado. Só a partir desse repertório construido de modo sistemático intensivo em relação terapêutica e educacional individualizada no AEE (entre professor e aluno-alvo, e entre coleguinha voluntário e aluno-alvo) é que será possível dar início à escolarização proprriamente dita, mas essa também deverá começar de modo individualizado. Só a partir de um determinado ponto desse desenvolvimento é que a escolarização em situação coletiva terá boas chances de sucesso. Para ele, o AEE é mais importante no momento que a sala coletiva, pois precisa da atenção individualizada do AEE para adquirir repertório para se comunicar na sala. Desenvolvido esse repertório, pode ser instituído um sistema de tutoria por crianças mais adiantadas e que se disponham a ajudá-lo. Pode ser criança ajudante que deseje ser professor(a) quando crescer. Como sua sala é mista com crianças surdas dos 4 aos 9 anos, converse, de modo mais íntimo e pessoal, com suas crianças surdas um pouco mais maduras. Haveria dentre elas algumas que desejem ser professora? Que tal convidar algumas delas, as mais maduras, a ajudar você? Elas podem servir de ponte de socialização, ajudando a instituir um sistema de ajudantes mirins (peers) que farão uso de Libras tátil para acolher essa criança surdocega e outras crianças. Essas crianças tutoras podem receber incentivo para para participar como voluntárias no AEE aprendendo a se comunicar por sinalização tátil com crianças surdocegas. Elas podem receber distinções de honra ao mérito no final do ano por fazê-lo. A escola estaria formando não apenas alunos, mas cidadãos plenos. Poderia ser criado também um sistema de distinções (homenagem da direção, da secretaria de educação), oportunidades educacionais, livros e outras honrarias por participar desse programa. Essas crianças ajudantes poderiam ser homenageadas em cerimônias públicas em presença dos pais a cada semestre e receber medalha de honra ao mérito educacional, uma espécie de medalha educador mirim. A auto-estima de todos subiria. A escola poderia atrair a atenção da municipalidade e então canalizá-la para suas crianças. Crise pode ser uma oportunidade em gestação. Essas são apenas algumas ideias escritas num brainstorming de 3 minutos com o objetivo de despertar em você ideias ainda melhores. Estou torcendo pelas suas crianças, por esse menino muito especial, por todos os seus coleguinhas, e por você. Volto ao trabalho agora, mas meus pensamentos estarão com você. Abraço amigo."

domingo- Aprenda LIBRAS!

Ordem católica vai ter de pagar US$ 30 mi a surdos violentados

domingo, fevereiro 21, 2016

A Justiça do Canadá condenou a Clercs de St. Viateur du Canada, de Montreal, a pagar indenização de US$ 30 milhões a sessenta surdos que, naquela ordem católica, sofreram repetidos abusos sexuais quando ali estudaram entre 1940 e 1982.

Os abusos foram cometidos por padres e funcionários leigos. Algumas das vítimas tinham 8 anos na época.

Em 1984 a escola para crianças com deficiência auditiva passou a se chamar de Institut Raymond-Dewar.

A condenação saiu após líderes religiosos tentarem pagar menos, US$ 20 milhões.

As vítimas processaram a ordem católica em 2002. Os canadenses ficaram abalados. Foi o maior caso de abuso sexual em massa naquele país.

Na lista dos agressores há 28 religiosos e 6 leigos, mas apenas seis deles ainda estão vivos.

Em 2011, outra entidade religiosa, a congregação Sainte-Croix, fez um acordo para indenizar em US$ 18 milhões ex-alunos que tinham sido violentados por padres que davam aulas em diversas escolas.

Em setembro de 2014, a Justiça do Canadá condenou a 31 anos de prisão um ex-padre, o belga Eric Dejaeger, então com 67 anos, por ele ter violentado dezenas de crianças e um cachorro puxador de trenó.

Fonte: Paulo Lopes

5 fatos que você deveria saber sobre a comunidade surda

domingo, fevereiro 21, 2016

O mundo fica melhor quando as pessoas entendem as outras e isso não é tarefa fácil, porque as pessoas são diferentes. E com a comunidade surda é igual. Então para você já ter um primeiro contato, aí vão 5 fatos que você deveria saber:

1- A Libras é uma língua oficial do Brasil


A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é língua oficial desde 2002 e, de acordo com a lei, possui o mesmo status que o português. É uma língua completa (e não linguagem), com estrutura gramatical própria. Na Libras, por exemplo, não existe conjugação verbal e artigos. Não só os sinais são importantes, mas também as expressões faciais e corporais podem mudar o sentido de uma frase.

2- Cerca de 70% dos surdos não compreendem bem o português.


A grande maioria dos surdos no Brasil não tem uma boa compreensão do português, ou seja, não entendem ou têm dificuldades para ler e escrever. Por isso, dependem da língua de sinais para se comunicar e obter informação. A dificuldade de aprendizado da língua escrita pode estar ligada a diversos fatores, como a impossibilidade de aprender através da fonética e som, a aquisição de linguagem tardia, ou mesmo, a diferença da estrutura gramatical da língua de sinais e do português. Essa problemática também se repete em outros países do mundo.

3- A língua de sinais não é universal


Como qualquer outra língua, cada local tem seu desenvolvimento próprio. Por exemplo, nos Estados Unidos a língua de sinais utilizada é a American Sign Language (ASL) e em Portugal é Língua Portuguesa de Sinais (LPS), ambas são diferentes da Libras. As línguas de sinais têm direito inclusive a regionalismos. Assim como temos aipim, macaxeira e mandioca, também há sinais diferentes para a mesma palavra dentro do mesmo país.

4- Surdo-mudo é um termo incorreto


O termo surdo-mudo é incorreto e nunca deve ser usado. A pessoa ser deficiente auditiva não significa que ela seja muda. A mudez é uma outra deficiência e é raro ver as duas acontecendo ao mesmo tempo. A realidade é que muitos surdos por não ouvir acabam não desenvolvendo a fala.

5- Acessibilidade em Libras é obrigatória


Em janeiro desse ano entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão (LBI). A lei promove mudanças significativas em diversas áreas como educação, saúde, mobilidade, trabalho, moradia e cultura. Uma das conquistas importantes é do acesso a informação, agora que os sites precisam estar acessíveis. Além disso, também é exigido que os serviços de empresas ou órgãos públicos ofereçam acessibilidade para as pessoas com deficiência. 
 
Texto: Pedro Branco 

UFG - Primeira aluna surda defende mestrado.

domingo, fevereiro 21, 2016

Renata Garcia, 40, teve ajuda de intérpretes para apresentação, em Goiás. Ela foi aprovada com pesquisa sobre qualidade de vida de pessoas surdas.

A professora de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Renata Rodrigues de Oliveira Garcia, de 40 anos, é a primeira surda a defender uma dissertação de mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela foi avaliada por uma banca, na manhã desta quinta-feira (18), em Goiânia, quando apresentou, com ajuda de intérpretes, sua pesquisa sobre a qualidade de vida das pessoas com deficiência auditiva no ambiente familiar.

Renata, que foi a primeira aluna surda do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, da Faculdade de Medicina da UFG, se emocionou ao saber que foi aprovada.

“Estou muito feliz por ter chegado até aqui, apesar das dificuldades. Escolhi falar sobre esse tema, pois fui criada em uma família de ouvintes e sei como é complicado para que os surdos se comuniquem e tenham uma vida como todos os outros. Faltavam estudos sobre essa questão no Brasil”, disse ao G1, por meio de uma intérprete.

Na pesquisa, ela descobriu, por meio de questionários aplicados a surdos e aos seus familiares ouvintes, quais as principais barreiras entre as relações. 
“Descobri que a surdez não é o problema, pois os surdos se comunicam muito bem em Libras ou leitura de lábios, pois eles têm o visual. A dificuldade maior é que eles se façam entendidos pelos ouvintes. Essa questão é muito importante para a qualidade de vida”, explicou a professora durante a apresentação.

Após defender sua dissertação, ela acompanhou atenta as considerações dos componentes da banca e foi muito elogiada pelo esforço e dedicação em se adaptar em um ambiente que, até então, não tinha sido explorado por um surdo na universidade.

Orientador da pesquisa, o fundador do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, professor doutor Celmo Celeno Porto, destacou que a dissertação “é um marco para a instituição e para a comunidade surda”.

“Ser orientador dessa pesquisa foi algo muito gratificante para mim, pois eu não sabia como seria possível a nossa comunicação, foi um desafio. Mas a Renata foi uma aluna muito dedicada, esforçada, fez acontecer, e eu aprendi muito com ela. Ter a primeira surda defendendo a sua tese de mestrado mostra que novas maneiras de inclusão devem ser pensadas e praticadas na educação”, disse Porto.


 Fonte: G1



quinta-feira- Aprenda LIBRAS!

Poesias em LIBRAS - Expressividade de uma língua.

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

A literatura surda pode ser entendida dentro do que se identifica como cultura surda, que é um conceito bastante recente. Como entendemos cultura surda?

O traço significante que define a cultura surda é o uso de uma língua de sinais, que é uma língua compartilhada em uma comunidade de pessoas surdas.  A cultura surda é como uma pele no corpo dos surdos, que usam suas línguas de sinais, utilizam predominantemente a experiência visual, têm seus costumes, hábitos, ideias, convivem entre si e comemoram suas  datas como marcos importantes.  É uma cultura que é construída pelos próprios surdos e não uma adaptação da cultura ouvinte.

Literatura surda é a produção de textos literários em sinais, que traduz a experiência visual, que entende a  surdez como presença de algo e não como falta, que possibilita outras representações  de  surdos e  que  considera as  pessoas  surdas  como um grupo linguístico e cultural diferente.

Veja a expressividade de Leonardo Castilho nessa peformance poética.





quarta-feira- Aprenda LIBRAS!

PM implanta atendimento de emergência para surdos

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Centro de Operações (Copom) que centraliza atendimentos pelo 190
já recebe chamados por SMS disponível para deficientes auditivos
Uma nova facilidade oferecida pela Polícia Militar na região de Presidente Prudente passa a permitir o acesso da população surda ao serviço de emergência via mensagem de texto (SMS). O serviço já está ativo e exige o cadastro prévio de surdos e mudos em qualquer unidade da Polícia Militar.
O cadastro prévio é exigido para evitar o uso desse mecanismo por outras pessoas, para as quais existe o número telefônico 190. Por meio do cadastro, também é mais rápido identificar o deficiente surdo e mudo que aciona o serviço de emergência, reduzindo o tempo de atendimento.
Para que seja atendido, o deficiente deve enviar uma mensagem de texto para os números de emergência. Uma confirmação será recebida e uma conversa (chat) será iniciada para o levantamento de dados sobre a ocorrência e o envio de PMs ou bombeiros ao local. O contato terá sido bem sucedido se ao final a pessoa receber a mensagem: “Espere. Auxílio a caminho”.
A Polícia Militar fez parcerias com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e com operadoras de telefonia, garantindo um atendimento gratuito – assim como é nos convencionais 190 e 193, respectivamente, da PM e do Corpo de Bombeiros (CB).
De acordo com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, existe cerca de 1,9 milhão de pessoas com deficiência auditivas em São Paulo, das quais apenas 90 mil se declaram surdas.

Fonte: Siga Mais

Jovem surdo é preso por furto em Capão Bonito

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Motocicleta furtada foi encontrada na zona rural de Capão Bonito 

Um jovem surdo e mudo de 18 anos foi preso na tarde deste domingo (17) por furtar uma motocicleta em Capão Bonito (SP). O rapaz, que não tinha passagens pela polícia, foi preso cinco horas depois de pegar a moto que estava na frente da casa do dono, na Vila Bela Vista, na manhã deste domingo.

De acordo com a Polícia Militar, depois que o jovem fugiu com a moto a vítima registrou boletim de ocorrência na polícia. Viaturas fizeram patrulhamento, mas não encontraram o veículo. Mas, depois de denúncias anônimas sobre o caso, a polícia deteve o suspeito com a moto no Bairro Ferreira das Almas, na zona rural.

A motocicleta foi devolvida ao dono enquanto o rapaz prestou depoimento e foi encaminhado para a cadeia da cidade.

Fonte: G1

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